segunda-feira, 28 de junho de 2010

Paulo Laureano Clássico 2008


O primeiro a ser registrado aqui no blog é o Paulo Laureano Clássico 2008 (a imagem é de um 2007, eu sei). Não era nenhuma ocasião mais especial do que ficar em casa curtindo bons vinho, queijo e filme (26/06/2010).

Encontrei a imagem neste site e daqui também tiro parte da análise do vinho para casar com minhas próprias.

Para uma pessoa sistemática como eu, dizer que o aroma de um vinho pode ter diferentes interpretações e que não existe nenhuma "correta" pode ser bastante desanimador. Afinal, como saber se estou indo bem ou não? Porém, tenho que aceitar que não preciso "ir bem", preciso beber e apreciar - ou não. Para dminuir um pouco essa sensação de bússola quebrada, vou lançar mão do texto de alguns sites. Futuramente posso aprender meu caminho.

Voltando ao vinho, que já está esquentando na taça. A temperatura ideal, para mim, é exatamente vários minutos depois que o Paulo Laureano foi servido. Ao sair da geladeira ele tinha um retrogosto bastante adstringente (sou descaradamente fã dos mais adocicados - a boa notícia é que Canção não desce mais). Para um teor alcóolico de 13,5º, ele parecia bem mais forte e pensei que não conseguiria beber mais de uma taça. O aroma tinha um quê de ameixa, talvez azeitona e um pouco de noz-moscada (este último, sugerido) .A Adega Alentejana cita ameixa, pimentão vermelho e especiarias - até que passei perto. Até aqui não o classificaria como um vinho gostoso.

Porém, com meia hora de conversa enquanto o vinho descansava, a experiência ficou muito mais prazerosa. O aroma abriu um buquê muito mais rico e denso - o que eu havia sentido ainda estava lá, misturado a diversas sensações que não soube definir (e não, não era "uva e álcool"). O gosto também ficou mais suave, a sensação de alto teor alcóolico passou e a maciez descrita no site finalmente veio à tona. Muito bom.

Aviso aos navegantes: análises mais complexas ficarão para futuras postagens. =)

Lição do dia: "Escanção" é a palavra portuguesa para a francesa "sommelier". O trocadilho infame com minha condição de aprendiz é inevitável.

O primeiro passo

Como havia dito, se alguém me der, ainda hoje, uma taça com vinho para sentir algum aroma, descreverei "uva e álcool". Meu ceticismo quanto à variedade de sensações que podemos sentir experimentando vinho diminuiu quando, em uma degustação, tive a oportunidade de comparar diferentes aromas. Na véspera havia comido geléia de mocotó e assumiria que ainda estava com a cabeça no doce se outra pessoa à mesa não tivesse também sentido o cheiro inusitado. "Até que eu posso levar jeito", pensei, orgulhosa. O blog servirá para confirmar ou desmentir por completo essa constatação, é só uma questão de tempo.

Enquanto isso, um brinde à boa vida, aos bons gostos - inclusive de pratos que podem ser divididos aqui vez ou outra, e às boas companhias.